Fazer algo que gostava que me fizessem sempre foi algo que pensei. Quando digo isto não falo da tradicional frase que conhecemos, mas sim daquilo que fiz.
Esta semana, estava na minha sala de aula, a refletir sobre o "meu" fundo. Uma hora antes tinha estado a escrever algo para me encorajar, pois a vida de adolescente nunca foi fácil, nem nunca será. Foi então que olhei para a janela e vi um rapaz deitado num banco. Revi-me nele! Corri para a janela e fiquei espectada a limpar a água que escorria naquele dia chuvoso.
Sai da sala a correr e fui ter com ele. Só então reparei o que ele estava realmente a fazer. sempre que passava alguém levantava a cabeça na esperança que alguém fala-se com ele, na esperança que fosse um amigo, um conhecido, e pudesse dizer que "estava ali". Sei exatamente o que ele sentia.
E foi então que tive a conversa mais verdadeira que tive com alguém, pois essa conversa foi com o meu passado, mas foi como se estivesse a dizer exatamente aquilo que queria que me tivessem dito uma hora antes.
Foi então que lhe perguntei o porquê de estar sozinho, onde estavam os seus amigos, e se estava tudo bem...
Ele pura e simplesmente se levantou e foi então que eu disse exatamente aquilo que tinha escrito a lápis na minha mesa da escola:
"Sabes, eu tenho uma teoria!
Quando não estou mesmo nada bem, penso que atingi o fundo. O pior é quando descubro que o meu fundo tem uma cave. Mas isso é bom. Significa que só temos uma solução, que é subir... tudo vai melhorar!"
O rapaz levantou os olhos do chão, e foi como se tivesse dito um obrigado tão grande!
Virei-me para ir embora, mas voltei-me enquanto andava e disse: " E sim, eu costumo falar com estranhos!"
Tudo debaixo de uma chuva miudinha...
Como poderia ser mais perfeito?
A verdade é que eu não disse a minha teoria toda ao rapaz, achei que ele não iria compreendê-la. Mas também não a vou revelar aqui. Revelei-a ao meu melhor amigo e a resposta dele foi uma cara que eu nunca tinha visto, seguida pela exclamação de que aquilo era demasiado lamechas.
Talvez um dia a revele, quem sabe, porque não? Why not?
With Love, T
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